Domingo, 20 de Maio de 2012
BARATAS
Apesar de existirem milhares de espécies de insetos, as que mais atormentam o homem são as baratas. Uma das características do sucesso de expansão em todo o mundo é devido à forma plana de seu corpo, escondem-se e são transportadas facilmente em caixas de papelão, madeira, sacos, embalagens, etc.
São insetos de metamorfose incompleta. Primeira fase a ooteca, que é um conjunto de ovos, depois a forma jovem, onde ocorre o crescimento e finalmente o estagio adulto onde o inseto está pronto para a reprodução.
De uma ooteca de barata nascem muitas baratas (a quantidade varia conforme a espécie da barata). Da Barata Periplaneta Americana contém aproximadamente 10 a 20 ovos, já a da Barata Blattella Germânica pode ter até 50 ovos. As baratas quando eclodem são semelhantes à forma adulta, portanto é necessário troca da ecdise, ou seja, quando ela começa sentir apertada dentro da casca que é seu esqueleto, ela refugia-se em local de difícil acesso, deixa de se alimentar por alguns dias e comprime o abdome rompendo-se a ecdise e saindo uma barata branca, em contato com oxigênio novamente seu esqueleto vai escurecendo-se até a próxima troca.
As baratas são portadoras de patógenos transmissores de várias doenças como; hepatite B, salmonela, lepra, urticária, furunculose, etc.
As baratas por nascerem com tamanho diminuto (aproximadamente 1mm) entram e saem por qualquer orifício. Nas suas andanças pelos diversos locais carregam e transportam os patógenos.
1. Início da Infestação
Normalmente a infestação é passiva, ou seja, acontece quando transportamos produtos, matéria prima, embalagens, caixas de frutas, equipamentos, etc.
2. As baratas como dissemos, são insetos rasteiros agregados de infestação passiva e podemos dividi-las em 2 grupos: pequenas e grandes.
a) Grupo das baratas pequenas é aquele que as baratas na fase adulta atingem o tamanho máximo de 2,0 cm. Exemplos: Barata germânica, asiática, etc.
b) Grupo das baratas grandes é aquele que as baratas na fase adulta podem chegar até o máximo de 8,0cm. Exemplos: Baratas americanas ou de madeira.
3. Baratas pequenas
a) Possuem químioreceptadores que detectam agentes químicos.
b) Carregam a ooteca até a maturação.
c) Vivem em temperaturas de 5 a 60ºC.
4. Baratas grandes
a) Não possuem químioreceptadores.
b) Liberam a ooteca e essas podem demorar até 90 dias para eclosão.
c) Vivem em temperaturas de 20 a 30ºC.
5. Tabela de três espécies mais comuns de baratas:

As baratas existem na terra pelo menos 350 milhões de anos. Existem fósseis provando isso.
FORMIGAS DOMÉSTICAS
Qualquer forma de controle a ser adotado, deve ter como objetivo a colônia como um todo e não somente as operárias que realizam atividades externas ao ninho.
Uma das características principais das formigas urbanas é a forte tendência em migrar, ou seja, freqüentemente mudam a colônia de lugar, tanto quando perturbadas e aumentam a densidade populacional.
Além do controle direto dos ninhos e esconderijos localizados com produtos apropriados devemos efetuar o monitoramento e uso de iscas, que atraem e contaminam os ninhos não localizados. Nestas iscas existem produtos, que são levados aos outros membros da colônia, larvas e os adultos (operárias, rainhas e reis). As iscas são específicas a cada espécie que possui características e hábitos alimentares próprios.
ROEDORES - RATOS
Alguns danos causados pelos ratos:
Consumo direto de alimentos;
Contaminação e danos nos alimentos;
Danos estruturais;
Transmissão de doenças;
Fontes de reinfestação em áreas adjacentes;
Custos associados com a operação de controle.
Métodos de Prevenção: Alimento e abrigo são, também, os fatores essenciais para promover a infestação destas pragas numa determinada área, eliminando-se estes fatores podemos evitar a presença indesejável destes roedores. Algumas medidas devem ser empregadas na rotina diária, como por exemplo: não deixar alimentos como rações de animais expostos ou disponíveis, remover diariamente o lixo, acondicionar corretamente os alimentos, não jogar lixo em terrenos ou córregos, manter os jardins em bom estado de conservação, remover os entulhos, vedar devidamente esgotos e canais efluentes desativados, não acumular materiais em locais como quintais, depósitos e garagens.
Controle da praga:
Conforme já citado, a presença de roedores está também associada à disponibilidade de alimento, água e abrigo. Acrescentando a estes fatores as características comportamentais e reprodutivas destes animais, o controle alcançará o efeito desejado com a adoção de medidas integradas.
a) Controle Químico: Consiste na utilização de substâncias tóxicas incorporadas a iscas que serão oferecidas em locais de trânsito ou de visitação destes animais.
b) Controle Mecânico: Consiste na utilização de sistemas de proteção física contra a entrada de roedores na área, e sistemas de captura para remoção e posterior eliminação destes roedores.
Dispositivos de captura podem ser distribuídos estrategicamente pela área, como ratoeiras, armadilhas adesivas e gaiolas. A utilização de barreira elétrica tem como fatores limitantes o seu custo, manutenção e riscos de acidentes.
Todos os tipos existentes possuem vantagens e desvantagens, que deverão ser analisadas a cada caso.
POMBOS
Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano, sendo que poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Transmitem varias doenças como toxicoplasmose, cegueira, etc. e suas fezes além de sujar destroem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais, seus ninhos entopem calhas.
Métodos de Prevenção:
Evitar alimentar os pombos é uma das melhores medidas de prevenção, pois sem este fator eles irão abandonar o local para procurar alimento;
Consertar falhas em estruturas que permitam a nidificação dos pombos;
Eliminar pontos de abrigo e pouso;
Equipamentos para impedir o acesso ou pouso de pombos.
Medidas a curto prazo: Representam medidas de controle que irão afastar os pombos das proximidades afetadas, sem influir no nível populacional. São em sua maioria, medidas de controle que funcionam como barreiras físicas.
Inclinação de superfícies de pouso;
Emprego de acessórios desestabilizadores de pouso;
Vedação de espaços;
Emprego de elementos assustadores (visuais e auditivos);
Persuasão do pouso por substâncias repelentes;
Emprego de cercas eletrificadas;
Captura por armadilhamento;
Manejo de resíduos orgânicos;
Limpeza dos locais infestados;
Desinsetização para o controle de piolhos e outros parasitos.