Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
CUPINS COLEÓPTEROS
Coleópteros pertencem à ordem dos insetos, com cerca de mais de 350.000 espécies descritas, o que corresponde a 40% da Classe Insecta (todos os insetos catalogados no mundo).
Variam de tamanho desde menos de 1 mm até 200 mm de comprimento e podem ser encontrados em todos os ambientes que outros insetos habitam. O mesmo pode ser dito em relação aos hábitos alimentares, apenas 950 (aproximadamente) espécies são xilófagas (se alimentam de madeira), outros são predadores, alguns são necrófagos, fitófagos e micetófagos e poucos são parasitas. Alem dos besouros os mais comuns conhecidos da dona de casa são aqueles encontrados no feijão, milho, farinha, etc., chamados de caruncho.
Da ordem “Coleóptera” várias são as famílias que possuem espécies xilófagas, tais como Cerambycidas, Scolycidae, Playpodidas, Bostrychidae, Lyctidae e Anobiidae, as duas ultimas famílias são características de madeiras secas, estas são as mais comuns em nossos armários, portas, etc.
O ciclo de vida desses insetos passa por quatro estágios distintos, ovo, larva, pupa e adulto.

O ataque inicia-se na ovoposição (de 30 até 400 ovos) na superfície da madeira (período de incubação de uma a três semanas), que após a eclosão destes ovos, as larvas irão penetrar pelos poros ou aberturas naturais da madeira, não perfurando ou deixando sinais de ataque.
As espécies xilófagas na sua maioria atacam a madeira no estágio larval chamado pelos marceneiros de “brocas”, nesta fase é que passam o maior período de suas vidas se alimentando e degradando a madeira, este período geralmente é de um a quatro anos, mas a relatos de até dezesseis anos, dependendo da espécie e condições ambientais. Alimentam-se principalmente de madeiras brancas ou de alburnos já secos, em alguns casos atacam também o cerne.
Quando esta larva, depois de passar pelo estagio de pupa dentro da madeira, atinge a fase adulta, então um pequeno besouro alado chamado de caruncho sai da madeira e é quando visualizamos um pequeno orifício e o pó fino como de farinha ou fubá.


Na fase (adulta) têm o objetivo único de reprodução, saem da madeira para copular e depois voltam na madeira apenas para depositar seus ovos. Nesta fase viverão pouco tempo questão de semanas e na maioria das espécies já não se alimentam mais da madeira.
Existem muitas espécies de insetos que atacam a madeira e estes são denominados de insetos xilófagos (xilo=madeira, fagos=alimento), mas nem todas estas espécies são cupins isto é da ordem Isóptera, mas é neste grupo que encontramos as espécies mais agressivas.
As espécies denominadas de cupins subterrâneos (ou cupins de solo ou de concreto) infestaram os centros urbanos de tal maneira que hoje apresentam uma situação de descontrole total assolando e preocupando as autoridades e profissionais pelo potencial de destruição, além dos riscos às vidas humanas como vemos nos noticiários, árvores e telhados, ruindo sobre nós. Os paulistanos conhecem bem o problema com cupins, pois é estimado que 30% das edificações do município já foram infestadas por estas pragas.
A alarmante infestação preocupa o poder público e instituições, e já podemos constatar municípios elaborando leis e medidas para deter e controlar esta praga como, para obter o “Alto de Conclusão” de uma obra é necessário ter certificado de tratamento, também o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo), em parceria com o IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícia de Engenharia de São Paulo), dispõe do “manual do proprietário” “A SAÚDE DOS EDIFICIOS”, que indica ser este assunto, vício de construção.
Entidades calculam mais de R$200.000.000,00 de prejuízos no estado de São Paulo, nos Estados Unidos da América USA esta cifra atinge U$750.000.000.000,00 em prejuízos por ano.
Encontramos cupins em todo território brasileiro, pois estão adaptados ao clima subtropical e tropical, onde temos cadastrado mais de 300 espécies nativas (oriundas de nosso ecossistema), mas temos também espécies exóticas, isto é, migraram de outros continentes. Apesar de que apenas algumas dezenas destas espécies conseguem se adaptar ao meio urbano, porem seus respectivos inimigos naturais eficientes no controle, não se adaptam neste ambiente, portanto a infestação tende a aumentar e alastrar-se agravando cada vez mais a situação.
Para facilitar subdividiremos as inúmeras espécies insetos xilófagos presentes no meio urbano em três grupos;
- Cupins subterrâneos ou de solo.
- Cupins de madeira seca.
- Brocas ou carunchos.

CUPINS SUBTERRÂNEOS
No grupo dos cupins subterrâneos encontramos as espécies mais agressivas de insetos xilófagos que têm como característica principal uma sociedade extremamente organizada.
Os cupins subterrâneos são insetos sociais, como as formigas cortadeiras, têm seus ninhos localizados no solo, e por serem sensíveis à luz buscam seu alimento (celulose) através de túneis subterrâneos ou túneis externos, ou locais escuros e protegidos, tornando-se difícil perceber a sua presença.
Neste grupo encontramos uma espécie que é denominada de Cupins de Concreto, pois perfuram qualquer material, até mesmo o concreto de fundações, lajes, paredes, para buscarem seu alimento que é madeira (celulose).


Na natureza estes insetos atacam e se alimentam do cerne (miolo) das árvores, mas se adaptaram em buscar seu alimento (celulose) dentro de nossas casas, devorando além de madeiras, tecido, couro, papel, documentos, etc.


Na busca de alimento atacam e danificam, mantas de impermeabilização, cabos de redes elétricas, telefonia, etc. Estes insetos sempre atacam as escondidas e quando notamos os estragos são grandes.


A infestação destas pragas está generalizada em quase todo território brasileiro, e já detém o maior índice de ataque e o mais voraz, apesar desta espécie não ser nativa, isto é, migrou de outro continente (Asiático), está adaptada ao clima subtropical e tropical, e não possui inimigos naturais eficientes ao seu controle em nosso meio urbano, por isso sua infestação tende a aumentar e alastrar-se.
Adaptam-se com facilidade as estruturas das edificações, aninhando em lajes entulhadas, caixões perdidos, alvenarias, chafts, etc, e saem em busca de seu alimento (madeira) através de prumadas hidráulicas, elétricas, telefonia, etc.

A sociedade de um termiteiro (cupinzeiro) é composta por três castas de indivíduos (reprodutores, soldados, operários), que são especializados em suas funções.
Os reprodutores podem ser identificados na época das revoadas (conhecidos como siriris ou aleluias), que ocorrem geralmente na primavera ou início do verão, quando então confundidos e atraídos pela luz artificial, voam em torno delas.

Estes casais após as revoadas caem em jardins ou na terra e irão fundar novas colônias. Os que não voarem, ficarão no ninho ou subninhos e serão chamados de reprodutores de substituição, que caso necessário, ou divisão do cupinzeiro, ou necessidade de substituir os casais reais se tornarão reprodutores ativos, podendo, portanto uma colônia se subdividir e permanecer ativa por centenas de anos, crescendo e se multiplicando. Em fase desenvolvida, uma rainha ativa de algumas espécies, pode colocar 5.000 a 10.000 ovos por dia e vive em média de 8 a 20 anos.

A casta dos operários é responsável pela limpeza, construção e principalmente alimentação de toda a colônia. Possuem o hábito forrageiro, que é busca constante de novas fontes de alimento, e quando o descobrem, marcam as trilhas através de feromônios, dirigindo os outros indivíduos a buscarem o alimento nestes locais. Este território de ataque é explorado através uma rede de túneis subterrâneos que se estende em média por um raio de 100 a 200 metros do ninho, mas já foi constatado a 800 metros.

Os soldados são responsáveis pela defesa e guarda da colônia, demarcando e protegendo seu território contra outras colônias invasoras ou seus inimigos naturais. Assim como os operários possuem seus órgãos sexuais atrofiados, não se reproduzem.
Como podemos observar este é o exemplo de uma sociedade muito bem organizada, possuindo várias habilidades para a sobrevivência da colônia e espécie. Portanto para combatê-los é preciso técnica e experiência. Ações precipitadas além de aplicar recursos em soluções paliativas, causarão danos futuros maiores, disseminando a praga para outras áreas ou dependências, colocando a sua segurança e de seu patrimônio em risco.
CUPINS DE MADEIRA SECA
Os cupins de madeira seca também são insetos sociais e a diferença básica entre as espécies é que as de cupins subterrâneos nidificam no solo e as de cupins de madeira seca o ninho e toda a colônia se alojam na madeira.
O ataque desta praga é menos agressivo, pois estas colônias são bem menores e geralmente ficam restritas a algumas peças de madeira ou mobiliário. Quando o ataque já é avançado notamos aqueles minúsculos grãos amontoados que são as fezes dos insetos eliminadas do ninho por um orifício que geralmente é fechado em seguida.

A colônia também é formada por operários, soldados e reprodutores suas funções são semelhantes aos cupins subterrâneos.
CUPINS COLEÓPTEROS
Coleópteros pertencem à ordem dos insetos, com cerca de mais de 350.000 espécies descritas, o que corresponde a 40% da Classe Insecta (todos os insetos catalogados no mundo).
Variam de tamanho desde menos de 1 mm até 200 mm de comprimento e podem ser encontrados em todos os ambientes que outros insetos habitam. O mesmo pode ser dito em relação aos hábitos alimentares, apenas 950 (aproximadamente) espécies são xilófagas (se alimentam de madeira), outros são predadores, alguns são necrófagos, fitófagos e micetófagos e poucos são parasitas. Alem dos besouros os mais comuns conhecidos da dona de casa são aqueles encontrados no feijão, milho, farinha, etc., chamados de caruncho.
Da ordem “Coleóptera” várias são as famílias que possuem espécies xilófagas, tais como Cerambycidas, Scolycidae, Playpodidas, Bostrychidae, Lyctidae e Anobiidae, as duas ultimas famílias são características de madeiras secas, estas são as mais comuns em nossos armários, portas, etc.
O ciclo de vida desses insetos passa por quatro estágios distintos, ovo, larva, pupa e adulto.

O ataque inicia-se na ovoposição (de 30 até 400 ovos) na superfície da madeira (período de incubação de uma a três semanas), que após a eclosão destes ovos, as larvas irão penetrar pelos poros ou aberturas naturais da madeira, não perfurando ou deixando sinais de ataque.
As espécies xilófagas na sua maioria atacam a madeira no estágio larval chamado pelos marceneiros de “brocas”, nesta fase é que passam o maior período de suas vidas se alimentando e degradando a madeira, este período geralmente é de um a quatro anos, mas a relatos de até dezesseis anos, dependendo da espécie e condições ambientais. Alimentam-se principalmente de madeiras brancas ou de alburnos já secos, em alguns casos atacam também o cerne.
Quando esta larva, depois de passar pelo estagio de pupa dentro da madeira, atinge a fase adulta, então um pequeno besouro alado chamado de caruncho sai da madeira e é quando visualizamos um pequeno orifício e o pó fino como de farinha ou fubá.


Na fase (adulta) têm o objetivo único de reprodução, saem da madeira para copular e depois voltam na madeira apenas para depositar seus ovos. Nesta fase viverão pouco tempo questão de semanas e na maioria das espécies já não se alimentam mais da madeira.
BARATAS
Apesar de existirem milhares de espécies de insetos, as que mais atormentam o homem são as baratas. Uma das características do sucesso de expansão em todo o mundo é devido à forma plana de seu corpo, escondem-se e são transportadas facilmente em caixas de papelão, madeira, sacos, embalagens, etc.
São insetos de metamorfose incompleta. Primeira fase a ooteca, que é um conjunto de ovos, depois a forma jovem, onde ocorre o crescimento e finalmente o estagio adulto onde o inseto está pronto para a reprodução.
De uma ooteca de barata nascem muitas baratas (a quantidade varia conforme a espécie da barata). Da Barata Periplaneta Americana contém aproximadamente 10 a 20 ovos, já a da Barata Blattella Germânica pode ter até 50 ovos. As baratas quando eclodem são semelhantes à forma adulta, portanto é necessário troca da ecdise, ou seja, quando ela começa sentir apertada dentro da casca que é seu esqueleto, ela refugia-se em local de difícil acesso, deixa de se alimentar por alguns dias e comprime o abdome rompendo-se a ecdise e saindo uma barata branca, em contato com oxigênio novamente seu esqueleto vai escurecendo-se até a próxima troca.
As baratas são portadoras de patógenos transmissores de várias doenças como; hepatite B, salmonela, lepra, urticária, furunculose, etc.
As baratas por nascerem com tamanho diminuto (aproximadamente 1mm) entram e saem por qualquer orifício. Nas suas andanças pelos diversos locais carregam e transportam os patógenos.
1. Início da Infestação
Normalmente a infestação é passiva, ou seja, acontece quando transportamos produtos, matéria prima, embalagens, caixas de frutas, equipamentos, etc.
2. As baratas como dissemos, são insetos rasteiros agregados de infestação passiva e podemos dividi-las em 2 grupos: pequenas e grandes.
a) Grupo das baratas pequenas é aquele que as baratas na fase adulta atingem o tamanho máximo de 2,0 cm. Exemplos: Barata germânica, asiática, etc.
b) Grupo das baratas grandes é aquele que as baratas na fase adulta podem chegar até o máximo de 8,0cm. Exemplos: Baratas americanas ou de madeira.
3. Baratas pequenas
a) Possuem químioreceptadores que detectam agentes químicos.
b) Carregam a ooteca até a maturação.
c) Vivem em temperaturas de 5 a 60ºC.
4. Baratas grandes
a) Não possuem químioreceptadores.
b) Liberam a ooteca e essas podem demorar até 90 dias para eclosão.
c) Vivem em temperaturas de 20 a 30ºC.
5. Tabela de três espécies mais comuns de baratas:

As baratas existem na terra pelo menos 350 milhões de anos. Existem fósseis provando isso.
FORMIGAS DOMÉSTICAS
Qualquer forma de controle a ser adotado, deve ter como objetivo a colônia como um todo e não somente as operárias que realizam atividades externas ao ninho.
Uma das características principais das formigas urbanas é a forte tendência em migrar, ou seja, freqüentemente mudam a colônia de lugar, tanto quando perturbadas e aumentam a densidade populacional.
Além do controle direto dos ninhos e esconderijos localizados com produtos apropriados devemos efetuar o monitoramento e uso de iscas, que atraem e contaminam os ninhos não localizados. Nestas iscas existem produtos, que são levados aos outros membros da colônia, larvas e os adultos (operárias, rainhas e reis). As iscas são específicas a cada espécie que possui características e hábitos alimentares próprios.
ROEDORES - RATOS
Alguns danos causados pelos ratos:
Consumo direto de alimentos;
Contaminação e danos nos alimentos;
Danos estruturais;
Transmissão de doenças;
Fontes de reinfestação em áreas adjacentes;
Custos associados com a operação de controle.
Métodos de Prevenção: Alimento e abrigo são, também, os fatores essenciais para promover a infestação destas pragas numa determinada área, eliminando-se estes fatores podemos evitar a presença indesejável destes roedores. Algumas medidas devem ser empregadas na rotina diária, como por exemplo: não deixar alimentos como rações de animais expostos ou disponíveis, remover diariamente o lixo, acondicionar corretamente os alimentos, não jogar lixo em terrenos ou córregos, manter os jardins em bom estado de conservação, remover os entulhos, vedar devidamente esgotos e canais efluentes desativados, não acumular materiais em locais como quintais, depósitos e garagens.
Controle da praga:
Conforme já citado, a presença de roedores está também associada à disponibilidade de alimento, água e abrigo. Acrescentando a estes fatores as características comportamentais e reprodutivas destes animais, o controle alcançará o efeito desejado com a adoção de medidas integradas.
a) Controle Químico: Consiste na utilização de substâncias tóxicas incorporadas a iscas que serão oferecidas em locais de trânsito ou de visitação destes animais.
b) Controle Mecânico: Consiste na utilização de sistemas de proteção física contra a entrada de roedores na área, e sistemas de captura para remoção e posterior eliminação destes roedores.
Dispositivos de captura podem ser distribuídos estrategicamente pela área, como ratoeiras, armadilhas adesivas e gaiolas. A utilização de barreira elétrica tem como fatores limitantes o seu custo, manutenção e riscos de acidentes.
Todos os tipos existentes possuem vantagens e desvantagens, que deverão ser analisadas a cada caso.
POMBOS
Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano, sendo que poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Transmitem varias doenças como toxicoplasmose, cegueira, etc. e suas fezes além de sujar destroem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais, seus ninhos entopem calhas.
Métodos de Prevenção:
Evitar alimentar os pombos é uma das melhores medidas de prevenção, pois sem este fator eles irão abandonar o local para procurar alimento;
Consertar falhas em estruturas que permitam a nidificação dos pombos;
Eliminar pontos de abrigo e pouso;
Equipamentos para impedir o acesso ou pouso de pombos.
Medidas a curto prazo: Representam medidas de controle que irão afastar os pombos das proximidades afetadas, sem influir no nível populacional. São em sua maioria, medidas de controle que funcionam como barreiras físicas.
Inclinação de superfícies de pouso;
Emprego de acessórios desestabilizadores de pouso;
Vedação de espaços;
Emprego de elementos assustadores (visuais e auditivos);
Persuasão do pouso por substâncias repelentes;
Emprego de cercas eletrificadas;
Captura por armadilhamento;
Manejo de resíduos orgânicos;
Limpeza dos locais infestados;
Desinsetização para o controle de piolhos e outros parasitos.
Praga é qualquer animal indesejável ao meio em que se vive e/ou que provoque prejuízos. Estas pragas, dependendo da situação, são prejudiciais à saúde das pessoas ou à saúde das edificações. Podem muitas vezes provocar danos irreparáveis, causando morte às pessoas ou às edificações.São mais conhecidas como pragas urbanas: cupins, brocas, baratas, formigas, ratos, pombos, entre outras.
Para compreender o poder, prevenir e curar as patologias oriundas pelas pragas urbanas seguem dicas de características, hábitos e métodos de controle de algumas delas, enfocando as mais comuns que causam maiores danos como; algumas espécies de cupins, brocas ou carunchos, formigas, ratos e pombos.
Você Sabia...Que qualquer edificação de alvenaria ou madeira, ambiente que seja de produção, residencial, lazer, etc., está sujeito ao ataque de pragas. Sua presença e proliferação, está diretamente ligada aos seguintes fatores: abrigo necessário para seu desenvolvimento e reprodução; alimento disponível para sua manutenção e sobrevivência; acesso ou facilidade de entrada e permanência no ambiente.
Você Sabia...Que a finalidade do Controle de Pragas é apresentar técnicas e hábitos para prevenir, amenizar e/ou controlar as pragas urbanas.
Você Sabia...Que existem varias espécies de cupins (no Brasil aproximadamente 800), mas apenas algumas dezenas destas espécies se adaptam ao meio urbano, e dentro deste grupo encontramos as espécies que têm o maior poder de destruição em nossas edificações, chamados de cupins subterrâneos.
Você Sabia... Que geralmente se descobre a infestação de cupins através das pistas deixadas por estes insetos nos locais de ataque e que as revoadas dos siriris ou aleluias no ambiente, no solo, em árvores, é indício seguro de infestação.
Você Sabia... Que o siriri é o cupim em sua forma alada, estes indivíduos são os reprodutores que tentarão se instalar nos locais propícios a cada espécie para iniciar uma nova colônia. Se forem siriris de cupins de madeira seca, tentarão se instalar diretamente em frestas na madeira. Se forem siriris de cupins de solo, procurarão o solo de jardins, jardineiras, etc. para se instalar e próximo a uma fonte de madeira e de umidade.
Você Sabia... Que as revoadas ocorrem apenas nos meses quentes com a finalidade de procriação e fundação de novas colônias através da liberação dos reprodutores alados. Portanto geralmente quem aparece são os alados provenientes de colônias já existentes e bem desenvolvidas, que podem permanecer ativas durante dezenas de anos.
Você Sabia... Que aqueles grânulos amontoados que se acumulam próximo às peças de madeira afetadas são resíduos fecais dos cupins de madeira seca. Após os cupins eliminarem parte dos resíduos fecais pelos orifícios na madeira, eles os vedam novamente com uma película normalmente de coloração marrom.
Você Sabia...Que os cupins subterrâneos são sensíveis a luz, se locomovem e por locais escuros e protegidos, tornado-se praticamente invisíveis e de difícil percepção antes da infestação apresentar alto grau de ataque.
Você Sabia...O principal indício da infestação de cupins de solo é a presença de túneis em paredes, lajes, etc, ou material de terra vedante com que os cupins preenchem as frestas de batentes, rodapés, etc., e até mesmo em dutos elétricos.
Você Sabia...Que os cupins subterrâneos só atacam madeiras fixas como armários embutidos, rodapés, batentes, estruturas de telhado que devem ser cuidadosamente inspecionadas.
Você Sabia...Que pós a invasão de uma edificação, estes cupins irão se espalhar e demarcar seu território através das prumadas hidráulicas, pluviais ou elétricas, chafts, etc., construindo dezenas ou centenas de ninhos secundários ou acampamentos em lajes duplas ou entulhadas, caixões perdidos, paredes, etc., que possam se abrigar ou conseguir alimentos.
Você Sabia...Que estes espaços como; prumadas, chafts, lajes duplas, caixões perdidos, apesar de estarem entre e nos apartamentos, são áreas comuns.Portanto para combater estes cupins deve-se tratar estes espaços e geralmente no prédio todo. Não adianta tratar apenas móveis ou mesmo o apartamento, isto irá disseminar a praga e aumentar o problema.
Você Sabia... Que ataques de cupins subterrâneos em prédios na maior parte das vezes são de responsabilidade do condomínio e os danos causados podem ser atribuídos também ao condomínio. Você Sabia...Que os cupins subterrâneos podem perfurar laje de concreto, paredes e por isto são chamados de cupins de concreto.
Você Sabia...Que aqueles insetos chamados de aleluias ou siriris são os futuros reis e rainhas e podem viver até 20 anos colocando de 5.000 a 10.000 ovos por dia.
Você Sabia...Que os cupins alem de atacarem as madeiras também atacam papéis, tecidos, sapatos, isopor, etc. Chegam a provocar acidentes fatais, como o desabamento de telhados e incêndios.
Você Sabia...Que os prejuízos causados pelos cupins subterrâneos vão muito além do que se imagina; podem perfurar mantas de impermeabilização, provocando infiltrações e conseqüentemente danos às estruturas de concreto, revestimento de cabos elétricos provocando panes em redes elétricas, telefonia, etc., e muitos outros materiais desvalorizando assim o imóvel. Você Sabia...Que infestações e prejuízos causados por cupins podem ser considerados como vicio de construção, e neste caso, a construtora ou incorporadora é responsável pelos danos e sanar o problema. Você Sabia...Que na compra de um imóvel, mesmo usado, esteja oculto o fato deste ter infestação de cupins, a transação pode ser cancelada e ou o vendedor pode ter que indenizar o comprador.
Você Sabia...Que as formigas urbanas em função de seus hábitos de vida, são definidas como insetos sociais, tendo em suas colônias indivíduos e reprodutores estéreis e são capazes de transportar até 50 vezes o seu peso.
Você Sabia...Que uma das características principais das formigas urbanas é a forte tendência de subdividir e mudar a colônia de lugar freqüentemente.
Você Sabia... No meio urbano existe cerca de poucas dezenas de espécies de formigas;
Você Sabia... O uso indiscriminado de inseticidas em forma de aerosol contra formigas, pode promover, além da contaminação do ambiente, a fragmentação das colônias, aumentando o nível de infestação. As formigas percebem o produto e saem em busca de abrigos mais seguros;
Você Sabia...Que os ratos e camundongos possuem uma capacidade adaptativa que os credenciam a sobreviverem e proliferarem nos mais diversos ambientes, tal qual o homem, tornado-se uma praga de grande relevância.
Você Sabia...Que os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano, sendo que poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Suas fezes além de transmitirem doenças (cegueira e algumas doenças graves), sujam e destroem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais.
Você Sabia... As fezes de pombos devem ser umedecidas antes de serem retiradas, para evitar a inalação de esporos de fungos e outras formas causadoras de doenças;
Você Sabia...Os pombos transmitem doenças através das fezes que podem conter fungos e outros microrganismos que causam doenças graves como a toxicoplasmose, criptococose, psitacose, salmonelose e outras.
Você Sabia...Que para prevenção de várias destas pragas, detalhes construtivos, tratamentos preventivos, limpeza geral, armazenamento adequado de lixo e detritos em local e forma apropriados, sejam no edifício ou em áreas livres, são as maneiras mais eficientes de proteção.
Você Sabia...Que o sucesso para o combate e controle da maioria destas pragas dependerá de estudos do ambiente, das espécies envolvidas, do bom senso, monitoramento do trabalho,
CUPINS DE MADEIRA SECA
Os cupins de madeira seca também são insetos sociais e a diferença básica entre as espécies é que as de cupins subterrâneos nidificam no solo e as de cupins de madeira seca o ninho e toda a colônia se alojam na madeira.
O ataque desta praga é menos agressivo, pois estas colônias são bem menores e geralmente ficam restritas a algumas peças de madeira ou mobiliário. Quando o ataque já é avançado notamos aqueles minúsculos grãos amontoados que são as fezes dos insetos eliminadas do ninho por um orifício que geralmente é fechado em seguida.

A colônia também é formada por operários, soldados e reprodutores suas funções são semelhantes aos cupins subterrâneos.
CUPINS SUBTERRÂNEOS
No grupo dos cupins subterrâneos encontramos as espécies mais agressivas de insetos xilófagos que têm como característica principal uma sociedade extremamente organizada.
Os cupins subterrâneos são insetos sociais, como as formigas cortadeiras, têm seus ninhos localizados no solo, e por serem sensíveis à luz buscam seu alimento (celulose) através de túneis subterrâneos ou túneis externos, ou locais escuros e protegidos, tornando-se difícil perceber a sua presença.
Neste grupo encontramos uma espécie que é denominada de Cupins de Concreto, pois perfuram qualquer material, até mesmo o concreto de fundações, lajes, paredes, para buscarem seu alimento que é madeira (celulose).


Na natureza estes insetos atacam e se alimentam do cerne (miolo) das árvores, mas se adaptaram em buscar seu alimento (celulose) dentro de nossas casas, devorando além de madeiras, tecido, couro, papel, documentos, etc.


Na busca de alimento atacam e danificam, mantas de impermeabilização, cabos de redes elétricas, telefonia, etc. Estes insetos sempre atacam as escondidas e quando notamos os estragos são grandes.


A infestação destas pragas está generalizada em quase todo território brasileiro, e já detém o maior índice de ataque e o mais voraz, apesar desta espécie não ser nativa, isto é, migrou de outro continente (Asiático), está adaptada ao clima subtropical e tropical, e não possui inimigos naturais eficientes ao seu controle em nosso meio urbano, por isso sua infestação tende a aumentar e alastrar-se.
Adaptam-se com facilidade as estruturas das edificações, aninhando em lajes entulhadas, caixões perdidos, alvenarias, chafts, etc, e saem em busca de seu alimento (madeira) através de prumadas hidráulicas, elétricas, telefonia, etc.

A sociedade de um termiteiro (cupinzeiro) é composta por três castas de indivíduos (reprodutores, soldados, operários), que são especializados em suas funções.
Os reprodutores podem ser identificados na época das revoadas (conhecidos como siriris ou aleluias), que ocorrem geralmente na primavera ou início do verão, quando então confundidos e atraídos pela luz artificial, voam em torno delas.

Estes casais após as revoadas caem em jardins ou na terra e irão fundar novas colônias. Os que não voarem, ficarão no ninho ou subninhos e serão chamados de reprodutores de substituição, que caso necessário, ou divisão do cupinzeiro, ou necessidade de substituir os casais reais se tornarão reprodutores ativos, podendo, portanto uma colônia se subdividir e permanecer ativa por centenas de anos, crescendo e se multiplicando. Em fase desenvolvida, uma rainha ativa de algumas espécies, pode colocar 5.000 a 10.000 ovos por dia e vive em média de 8 a 20 anos.

A casta dos operários é responsável pela limpeza, construção e principalmente alimentação de toda a colônia. Possuem o hábito forrageiro, que é busca constante de novas fontes de alimento, e quando o descobrem, marcam as trilhas através de feromônios, dirigindo os outros indivíduos a buscarem o alimento nestes locais. Este território de ataque é explorado através uma rede de túneis subterrâneos que se estende em média por um raio de 100 a 200 metros do ninho, mas já foi constatado a 800 metros.

Os soldados são responsáveis pela defesa e guarda da colônia, demarcando e protegendo seu território contra outras colônias invasoras ou seus inimigos naturais. Assim como os operários possuem seus órgãos sexuais atrofiados, não se reproduzem.
Como podemos observar este é o exemplo de uma sociedade muito bem organizada, possuindo várias habilidades para a sobrevivência da colônia e espécie. Portanto para combatê-los é preciso técnica e experiência. Ações precipitadas além de aplicar recursos em soluções paliativas, causarão danos futuros maiores, disseminando a praga para outras áreas ou dependências, colocando a sua segurança e de seu patrimônio em risco.
Praga é qualquer organismo vivo, seja animal, vegetal ou microorganismo, inoportuno e/ou indesejável em domicílios, industrias, ou qualquer ambiente.
As pragas urbanas mais comuns são as baratas, formigas, ratos, pombos, cupins, brocas.
As pragas podem ser prejudiciais à saúde das pessoas ou serem prejudiciais à saúde das edificações e todas elas podem provocar danos irreparáveis tanto às pessoas como às edificações.
Portanto tratamentos preventivos ou tão logo identificados à presença de pragas, serão alternativas onde obteremos os melhores resultados e menores prejuízos.
As pragas urbanas de maneira geral aproveitam-se de nossas negligências para sua sobrevivência e disseminação, sendo assim, para obtermos sucesso no controle de qualquer praga, devemos trabalhar para eliminar os fatores vitais para a sua sobrevivência que são: o alimento disponível para sua manutenção e sobrevivência, o acesso ou facilidades de entrada da praga no ambiente ou o abrigo necessário para seu desenvolvimento e reprodução.
Portanto já desde o projeto devemos pensar nas pragas, em como evitar acesso ou abrigo através de detalhes construtivos, arquitetônicos e sistemas de controle preventivos.
Para a prevenção de várias destas pragas, detalhes construtivos, limpeza geral, o armazenamento adequado de lixo, alimentos e detritos em local e forma apropriados, seja na edificação, ou em áreas livres, também são maneiras que evitam, mas não impedem da presença ou invasão destes indesejáveis.
Para obtermos sucesso no controle destas pragas quando estes fatores que citamos não foram observados ou não são viáveis, partimos para o monitoramento, inspeção do local, localização do ninho ou abrigo, da identificação das espécies e principalmente do conhecimento da biologia e hábitos do grupo que se está combatendo e por ultimo as aplicações de produtos raticidas. Estes ações geram o controle e garantirão a continuidade dos resultados.
As intervenções químicas são necessárias na maioria dos casos, utilizando equipamentos de alta tecnologia e produtos de eficácia e segurança comprovada garantirão o resultado, a saúde das pessoas e o meio ambiente.
Não é possível estabelecer qualquer solução para controle de pragas baseadas somente em aplicação de produtos químicos. Visamos dissociar a melhoria de vida das pessoas da utilização de agressores químicos de forma descontrolada.
Procuramos em conjunto com nosso cliente e de acordo com as diferentes características da edificação e meio ambiente, gerar ações estruturais, educacionais, físicas, mecânicas e aplicações com produtos biológicos e quando necessário produtos sintéticos, que visam controlar as atuais e futuras infestações.
Os produtos por nós utilizados são específicos e registrados para o uso em Indústrias de Alimentos, Hospitais, Residências, etc., e recomendados pelo OMS (Organização Mundial de Saúde), possuindo os mais rígidos padrões de segurança.
Durante as aplicações, monitoramos o uso de ingredientes ativos de produtos para evitar assim o efeito de resistência e outros fatores que possam comprometer o controle.